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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Estados e municípios temem efeitos do corte no orçamento da União

                                      

Olá alunos,

Estados e Municípios dependem principalmente das verbas federais. Em um momento de poupar como é o que estamos vivendo, a postagem de hoje procura discutir um pouco sobre como os mesmos estão lidando com tal questão.  

Agradecemos a notícia fornecida pelos alunos André Medeiros, Manoel Mendonça, Ubiraci Menezes, Raphael Ribeiro da turma P1 de Direito da Universidade Federal Fluminense.

Esperamos que gostem e aproveitem.
Joyce Borgatti e Palloma Borges.
Monitoras da disciplina “Economia Política e Direito” da Universidade Federal Fluminense.


O corte orçamentário anunciado pelo governo federal na semana passada terá impacto direto nos Estados e municípios, que enfrentam mais de perto os efeitos da crise econômica pela própria proximidade de suas administrações com os cidadãos. A Confederação Nacional de Municípios, que organiza uma concorrida marcha a Brasília nesta semana, estima em R$ 11 bilhões a queda nas transferências para os governos estaduais e municipais em função da redução do orçamento da União neste ano.

A entidade revela preocupação com a contenção dos recursos disponíveis para os ministérios que se relacionam de forma mais intensa com os municípios, como Saúde, Educação, Cidades, Transportes e Integração Nacional. Do ponto de vista político, os prefeitos e vereadores que vão agitar a capital federal nos próximos dias cuidam de um calendário eleitoral muito mais premente do que a Presidência da República, pelas eleições que se realizam no próximo ano.

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, expressa preocupações comuns a outros administradores estaduais com a nova realidade do orçamento da União. Um dos grandes temores é que sejam paralisadas obras em andamento financiadas com recursos federais, deixando ruínas pelo caminho. Ou que os cortes obriguem os Estados a aumentar ainda mais a parcela que lhes cabe na cobertura dos gastos da área de saúde.

No ano de 2000, lembra o governador, 60% dos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) eram cobertos pelo governo federal – hoje, essa participação é de 45%. As demandas crescentes da população pela ampliação e melhoria do atendimento na área da saúde “comprimem o setor público”, afirma Azambuja. As pessoas procuram por diagnóstico no sistema público e a estrutura disponível não é suficiente para atendê-las.

No comando de um Estado atrelado principalmente à atividade da agroindústria, o governador acredita que poderá escapar de um número negativo no Produto Interno Bruto (PIB) regional neste ano. Enquanto a estimativa do governo federal é de queda de 1,2% do produto para todo o país, ele aposta em leve avanço de 0,5% no PIB do Mato Grosso do Sul. O anúncio de novos investimentos na ampliação da indústria de papel e celulose, pelas empresas Eldorado e Fibria, anima suas estimativas positivas.

É fundamental também, segundo ele, que o pacote de crédito agrícola a ser anunciado pelo governo federal no início de junho adote taxas de juros moderadas, o que significa dizer algo em torno de 7% a 9%, no máximo. O financiamento de máquinas e equipamentos pelo programa do Finame também é considerado vital. O governador conta com esse cenário para levar adiante o projeto de aproveitar os mais de oito milhões de hectares de pastagens degradadas no Estado para o plantio de grãos e reflorestamento.

sábado, 17 de maio de 2014

Brics aumentam participação em PIB global, mas estão longe dos desenvolvidos, diz OCDE



Olá alunos,

Os Brics tem aumentado sua participação no PIB global. A postagem de hoje expões que, apesar disso, ainda há um longo caminho para que esses países atinjam o nível de renda por habitante dos países ricos. 

Esperamos que gostem e participem.

Fellype Fagundes e Carlos Araújo
Monitores da disciplina "Economia Política e Direito" da Universidade Federal Fluminense


Um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com base em dados do Banco Mundial, mostra que os países dos Brics aumentaram sua participação no PIB global, mas ainda estão longe de atingir o nível de renda por habitante das economias desenvolvidas.

"Os emergentes ainda têm um longo caminho a percorrer para atingir o nível de renda por habitante dos países ricos", disse à BBC Brasil Francette Koechlin, responsável da unidade de poder de compra da direção de estatísticas da OCDE.

O estudo leva em conta a paridade do poder de compra (PPP, na sigla em inglês) em nível mundial. Ela é considerada mais pertinente para fazer comparações internacionais da atividade econômica, segundo a OCDE, por excluir dos cálculos as taxas de câmbio, eliminando dessa forma as diferenças de preços entre os países.

"O tamanho da economia dos emergentes é cada vez maior em relação ao PIB mundial, mas quando levamos em conta a renda por habitante, baseada no poder de compra, vemos que há uma enorme diferença entre os países da OCDE (desenvolvidos) e os emergentes", diz Koechlin.

O PIB por habitante nos países da OCDE, levando-se em conta a paridade do poder de compra, representa duas vezes e meia a média mundial desse indicador.

Segundo os cálculos, que fixam a paridade do poder de compra igual a 100, o PIB por habitante nos países da OCDE atinge o índice de 266. Na China, segunda maior economia mundial, o índice de PIB por habitante é de apenas 75.

No Brasil, ele está levemente acima da média mundial, com 109 pontos. A Índia, com 35, a África do Sul (90) e a Indonésia (63), que também tiveram crescimento significativo de suas economias nos últimos anos, estão abaixo da média mundial em relação ao PIB por habitante.

Consumo por habitante

Outro indicador importante do estudo é o nível de "consumo individual efetivo", que segundo a OCDE representa uma melhor referência para comparações internacionais sobre o "bem-estar material" dos lares.
"Os dados sobre o consumo indicam se as pessoas têm um nível de vida razoável em relação ao PIB do país", ressalta Koechlin.

Também nesse critério, os emergentes continuam bem abaixo dos países ricos.

Nos Estados Unidos, primeira economia mundial, o índice de consumo individual efetivo por habitante é quatro vezes maior do que a média mundial.

Na China, segunda maior economia do planeta, esse índice de consumo individual representa apenas a metade da média mundial.

"O consumo individual efetivo por habitante nas grandes economias emergentes mostra variações importantes", afirma a OCDE.

Enquanto a China representa a metade e a Índia apenas cerca de um terço da média mundial de consumo, no Brasil e na Rússia os indicadores sobre o consumo efetivo por habitante estão ligeiramente acima da pontuação média.

Considerando-se a base de comparação igual a 100, o Brasil atinge 115 e, a Rússia, 175.

Na OCDE, o índice de consumo por habitante é de 295 e, nos Estados Unidos, de 432.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Investimento reage e é destaque do PIB em 2013


Olá alunos,

Em 2013 o PIB do Brasil deu um salto a frente do de 2012. A postagem de hoje destaca o importante papel que os investimentos tiveram nesse processo.

Esperamos que gostem e participem.

Fellype Fagundes e Carlos Araújo

Monitores da disciplina "Economia Política e Direito" da Universidade Federal Fluminense


O PIB do país deu um salto a frente a 2012 graças ao investimento, que se recuperou e cresceu 6,3% em 2013, após uma queda de 4% em 2012.

Em 2013, o Produto Interno Bruto do Brasil cresceu 2,3%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE.

Esse resultado foi puxado pelo desempenho de 0,7% no quarto trimestre, acima do esperado pelos analistas.

O investimento avançou na esteira da maior produção de máquinas, equipamentos e caminhões e dos financiamentos e programas à habitação que alavancaram a construção civil, além do aumento das importações de máquinas, segundo Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE.

Diante desses fatores, os investimentos contribuíram com 1,3 ponto percentual para o avanço do PIB sob a ótica da demanda, com participação superior a 60%.

Apesar de serem o destaque no ano, os investimentos já mostraram uma perda de ritmo no último trimestre, com alta de apenas 0,3% frente ao terceiro trimestre - numa velocidade inferior à expansão de 0,7% do PIB.

 




O consumo das famílias desacelerou em 2013 e cresceu 2,3% na mesma taxa do PIB, algo incomum nos últimos anos, quando o foco do governo era estimular a economia a partir de medidas para incrementar o consumo, como a desoneração de tributos. Em 2012, o PIB havia crescido menos – apenas 1%.
Pela ótica da oferta, a indústria cresceu 1,3% em 2013. Os serviços avançaram 2% no ano passado e a agropecuária – de menor peso – teve o melhor resultado desde 1996, com uma alta de 7%, embalada pela safra recorde de grãos.

Para Palis, os investimentos cresceram sob impacto de programas de crédito direcionado à habitação e financiamentos a juros especiais (inclusive menores do que a inflação) do BNDES para a compra de máquinas, equipamentos e caminhões.

“O investimento foi o que fez o PIB mudar de rumo em 2013”, disse Palis.

Com o maior dinamismo em 2013 dos investimentos, a taxa de investimento na economia brasileira subiu e bateu em 18,4% do valor do PIB – o percentual havia sido de 18,2%.

Já a taxa de poupança ficou em 13,9%, menor do que os 14,6% de 2012, segundo o IBGE. Um dos motivos é que o país ampliou seu déficit corrente e sua necessidade de se financiar com recursos do exterior subiu de R$ 130,7 bilhões em 2012 para R$ 195,5 bilhões em 2013 em decorrência da piora do saldo da balança comercial, segundo Palis.

Perspectivas  

O resultado do PIB no quarto trimestre, de 0,7, ficou acima do esperado pelos analistas, que previam avanço entre 0,3% e 0,5%. As exportações de bens e serviços foram destaque no período, com alta de 4,1%, seguido de serviços (0,7%).

A previsão para este ano, contudo, é de uma desaceleração na economia diante do ritmo mais fraco do emprego e do rendimento, inflação elevada, crédito restrito e a fragilidade na confiança dos empresários e consumidores. As projeções dos analistas sugerem um crescimento de 1,7%.