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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Alianças políticas': Rota da Seda chinesa poderá cruzar América Latina.


Olá Alunos,

A notícia de hoje diz respeito à possível cooperação entre China e América Latina, reforçando os laços e fortificando os BRICS.

Esperamos que gostem e participem,
Nathália Marques e Lucas Thomaz - Monitores da disciplina "Economia Política e Direito" da Universidade Federal Fluminense.
O projeto comercial chinês, denominado Um Cinturão, Uma Rota, visa criar uma conexão entre Europa, Ásia Central, Oriental e Meridional, Oriente Médio e também a América Latina, segundo o artigo publicado no RT.
Relacionamento preferencial
Segundo o analista de assuntos internacionais, José Antonio Egido, a América Latina ocupa um lugar preferencial em relação aos "planos estratégicos de desenvolvimento econômico da China". 
"Não só pelos recursos naturais e matérias-primas, mas porque é uma área de alianças políticas com os países que estão na mesma situação que a China antes de sua revolução", acrescentou.
O programa estratégico chinês foi lançado em novembro de 2016, logo depois da vitória eleitoral de Donald Trump e abrange diversos aspectos econômicos, comerciais, de infraestrutura, cooperação estatual, segurança e até aeroespacial para a América Latina e Caribe.

Desde 2014, alguns meses depois do anúncio do projeto comercial, o governo de Xi Jinping estabeleceu o Fundo da Rota e, em 2016, fundou o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, sigla em inglês) – uma instituição bancária aderida por 57 países, incluindo Brasil, Bolívia, Chile, Peru e Venezuela.Além dos investimentos econômicos oferecidos para modernizar a infraestrutura de transporte e a interconectividade regional, o governo chinês também pretende gerar melhor distribuição de renda, redução da pobreza e da criminalidade, aumento do emprego e uma nova distribuição das economias dos países envolvidos.
O volume comercial entre a China e a América Latina aumentou em mais de 20 na última década, chegando a US$ 236,5 bilhões em 2015.
Apenas comércio
A inclusão da América Latina neste projeto esbarra nos interesses dos Estados Unidos, que considera a região como sendo seu quintal.
Segundo a jornalista e escritora argentina Telma Luzzani, o interesse principal da China é fazer "bons negócios, prover-se com recursos naturais e minerais que a região tem e eles precisam".
A cooperação que inclui a América Latina e Caribe é parte da expansão do plano de estabelecer uma Faixa Econômica da Rota da Seda proposto pelo presidente chinês Xi Jinping em setembro de 2013.
Quem domina na região?

Ela explicou que os Estados Unidos apelam para o velho discurso de que "compartilham os mesmos valores democráticos da América Latina, enquanto a China e a Rússia não".
Luzzani observa que os militares norte-americanos se empenham em deixar claro que os EUA têm "o objetivo de expulsar a China da região". Um sinal disso foi a recente turnê do secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, a países da América Latina. 
O fato é que o projeto chinês está ganhando a adesão de países latino-americanos porque, segundo José Antonio Egido, a "China oferece aos governos a oportunidade de obter financiamento sem os endividamentos que envolvem condições tradicionais do Fundo Monetário Internacional".
"Sem dúvida, que a China vai lutar por esse espaço comercial", conclui Telma Luzzani.

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